Revista Ciências Humanas, Vol. 1, No 2 (2008)

A política nacional de humanização do SUS e o Serviço Social

Regina Célia Pinheiro da Silva, Adriana Davoli Arizono

Resumo


O movimento da Reforma Sanitária representou uma mudança de paradigma na saúde pela abrangência dos determinantes sociais no processo saúde e doença. O SUS foi instituído visando à atenção integral e a participação comunitária na gestão e no controle social. No entanto, os entraves históricos oriundos de um modelo tecnicista e com grande enfoque biologizante no atendimento, acrescidos de determinantes sociais, têm contribuído para um atraso em sua efetivação. Historicamente, relações burocráticas e impessoais, convergiram para a valorização da doença e não da pessoa doente. Desde a 9a Conferência Nacional de Saúde o tema humanização vem sendo discutido e em 2004 foi instituída a Política Nacional de Humanização do SUS. Tal política visa, entre outros aspectos, possibilitar um adequado acolhimento e escuta dos sujeitos. A contribuição do Serviço Social ao projeto de humanização é fundante no projeto ético-político da profissão, que tem nos direitos sociais seu alicerce e se configura no ethos interventivo da profissão pela experiência dos profissionais com o trabalho interdisciplinar e com a abordagem sócio-educativa. Nesta perspectiva, o desafio da humanização é a criação de uma nova cultura de atendimento, pela restituição da centralidade dos sujeitos na construção coletiva do SUS.

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