Caminhos em Linguística Aplicada http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica <p>A Revista Caminhos em Linguistica Aplicada é uma publicação <em>on-line</em>, semestral, do Programa de Mestrado em Linguística Aplicada da Universidade de Taubaté - UNITAU. Seu objetivo é a divulgação de trabalhos científicos (artigos e resenhas), produzidos por mestres e doutores sobre temas da área, como: Linguagem e Gêneros Discursivos, Aprendizagem e Ensino de Línguas, Formação do Professor, Análise do Discurso, Análise Crítica do Discurso, Tecnologias de Informação e Comunicação no Ensino, Linguagens Midiáticas e Multi-modais, Discurso e Identidade, entre outros que também se relacionam com a aprendizagem e o ensino de línguas. Com isso, pretende atuar tanto no fortalecimento dos estudos, quanto na verticalização das discussões na área.</p> Universidade de Taubaté pt-BR Caminhos em Linguística Aplicada 2176-8625 REVISÃO EM PAUTA: http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3522 David Naamã Melo de FIGUEIREDO Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-03-06 2024-03-06 30 2 367 370 JOGO ESCOLAR E AUTONOMIA LEITORA http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3478 <p>Neste estudo, fez-se uma investigação interdisciplinar a respeito da cultura escolar e da autonomia leitora em contextos escolares de periferia e pobreza multidimensional. O objetivo principal foi discutir a respeito das expectativas escolares relativas às atividades autônomas de leitura, levando em consideração as próprias contradições do jogo escolar em contextos de empobrecimento multidimensional. A relevância do estudo consiste em compreender a construção da autonomia leitora a partir de contextos socioeconômicos específicos. Apresenta-se, no estudo, resultados parciais da pesquisa intitulada <em>Análise sociológica das práticas de leitura de alunos de escola pública periférica da cidade de Imperatriz/MA</em>, desenvolvida ao longo do Mestrado em Letras, pela Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL). O estudo se fundamenta nos pressupostos de Canegal e Lima (2014), Cobo, Athias e Matos (2014), Freitag (2020), Kleiman (2009), Lahire ([1997], 2004), Nunes (2021), entre outros. Utilizou-se uma metodologia de pesquisa qualitativa, etnográfica e de caráter exploratório, por meio de observações em campo e aplicação de questionário ao público-alvo. Como resultado da investigação, percebeu-se que a escola, fundada em um trabalho pedagógico voltado às práticas de aprendizagem dos grupos dominantes, expecta do aluno socialmente menos privilegiado um modelo de autonomia leitora que nem sempre a própria instituição pode oferecer. Sugere-se que sejam realizadas investigações mais amplas em outros contextos educacionais de periferia e empobrecimento multidimensional.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Cultura escolar. Jogo escolar. Autonomia. Educação em periferias urbanas. Pobreza multidimensional.</p> Dayane Pereira Barroso de CARVALHO Maria da Guia Taveiro SILVA Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-03-06 2024-03-06 30 2 1 24 LINGUÍSTICA APLICADA NOS PROGRAMAS DE PÓS GRADUAÇÃO BAIANOS: http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3542 <p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo objetiva investigar o estado de arte da Linguística Aplicada nas produções realizadas nos programas acadêmicos de pós-graduação do estado da Bahia no período de 2016 a 2020. Para o estudo, investigam-se os temas e metodologias utilizadas nas produções de teses e dissertações realizadas nessa área. Com esse propósito, recorremos ao seguinte aporte teórico: Moita Lopes (2006, 2008, 2009, 2013 ); Celani (1992), (2004); Menezes (2009); Rajagopalan (2008), Signorini (2006), </span><span style="font-weight: 400;">Calvacanti (2006), </span><span style="font-weight: 400;">entre outros que situam o surgimento e constituição da LA e partem para discussões de uma LA crítica, indisciplinar e transdisciplinar centrada no cenário do fazer científico atual. </span><span style="font-weight: 400;">Trata-se, pois, de uma pesquisa exploratória, de natureza qualitativa. O estudo oferece &nbsp; como contribuição </span><span style="font-weight: 400;">a reflexão sobre o ponto de partida da LA no estado, o que se tem feito nos programas de pós-graduação baianos nos últimos anos e a perspectiva de que pesquisas locais no campo da LA vai muito além de temas relacionados ao ensino de línguas. Essas informações indicam caminhos possíveis de seguir avançando por outras esferas para efetivação de </span><span style="font-weight: 400;">uma concepção de LA que considera, problematiza e busca soluções para as vozes daqueles que vivem as práticas sociais locais.</span></p> Falmiane Lima COELHO Adriana Dalla VECCHIA Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-03-06 2024-03-06 30 2 25 45 TRABALHO COM A INFORMAÇÃO EM SALA DE AULA: http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3551 <p>Este artigo foi desenvolvido a partir de uma pesquisa de doutorado realizada com uma turma de terceiro ano de Ensino Médio de uma escola pública, cuja pergunta de pesquisa é: <em>Como se efetiva o uso de informações na construção da argumentação em gêneros textuais argumentativos escritos escolares?</em>. A base teórica é constituída pela Linguística do Texto, em especial à informatividade, Beaugrande e Dressler (1981); Teoria da Argumentação, Perelman e Olbrechts-Tyteca (2014); perspectiva sociointeracionista de ensino e contribuições bakhtinianas. A Pesquisa-Ação, Burns (2010) e Thiollent (2011), configurou a metodologia de pesquisa basilar, à qual articulamos: o Desenvolvimento Profissional Corresponsável, a perspectiva de trabalho com gêneros textuais, a sequência didática e a pergunta problematizadora. Produções textuais de dois participantes de pesquisa compõem o <em>corpus</em> de análise. Dentre os resultados, destacamos que a adesão dos participantes de pesquisa ao enquadramento proposto conferiu-lhes o desenvolvimento de habilidades de escrita argumentativa a partir do uso de informações, envolvendo busca, seleção, apresentação e interpretação. Na esfera conclusiva, destacamos que este estudo propicia o entendimento do percurso de investigação até o alcance e proposição de uma contribuição metodológica, com base na informatividade, para o ensino do texto em sala de aula.</p> Aline Rubiane ARNEMANN Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-03-06 2024-03-06 30 2 46 67 UMA ABORDAGEM SOBRE PROJETO DE LETRAMENTO NO CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA CAMINHOS DA ESCRITA http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3800 <p>Nas áreas de Educação e Letras, estudiosos têm pesquisado sobre o que é recomendado e realizado pelo professor em sala de aula. Ao considerar esse contexto, constitui-se como pergunta desta pesquisa: O que é prescrito e realizado pelo docente, participante de curso de formação continuada, em relação ao gênero laboral projeto? No desejo de respondê-la, estabelecemos como objetivo refletir sobre formação docente a partir do tratamento didático concedido à escrita de um dispositivo de ensino utilizado pelo professor, solicitado em sua atuação, o projeto. Para tanto, reconhecemos os eixos teóricos da Linguística Aplicada e da Educação, sendo este último dedicado à formação docente (Zeichner, 1993; Amigues, 2004; Freire; Leffa, 2013; Machado, 2002; Franco, 2009; e Pinheiro et al., 2016), bem como a projeto de letramento (Kleiman, 2001; Oliveira, 2016; e Geraldi, 1997). A pesquisa tem características de natureza qualitativa híbrida, pois usamos a netnografia e análise documental, com circulação na esfera virtual, e envolve a análise de um protótipo de projeto de práticas de letramento1 e um produto escrito por um dos cursistas participantes do curso Caminhos da escrita, oferecido pelo Programa Escrevendo o Futuro. Os resultados finais apontam divergências entre o que o curso propõe e o cursista escreveu, que não segue à risca as prescrições repassadas no itinerário de seus estudos; apenas algumas das orientações propostas na atividade foram contempladas. Houve acréscimo de texto, com a atribuição de títulos às seções e ignorância à produção de palavras, levando em conta a quantidade para cada parte do projeto.</p> Renilson Nóbrega GOMES Williany Miranda da SILVA Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-04-16 2024-04-16 30 2 68 91 DESIGNS DE CULTURAS: http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3562 <p>No presente estudo objetiva-se evidenciar algumas maneiras pelas quais diferentes usos de linguagens têm provocado transformações culturais e mudanças de mentalidade em grupos sociais envolvidos em distintas práticas de letramento. Para tal, propomos revisitar certos caminhos pelos quais o desenvolvimento e transformações das noções de cultura têm passado, o que pode significar refletir sobre “experiências” humanas e mudanças de mentalidades mobilizadas, principalmente, pelo desenvolvimento tecnológico diretamente ligado aos usos de linguagens. Como fundamentação teórico-metodológica, este trabalho foi desenvolvido a partir da perspectiva bakhtiniana de linguagem e da perspectiva teórico-metodológica dos Estudos Culturais e dos Estudos de Letramento, no viés da Linguística Aplicada. Nota-se que as transformações culturais se dão por meio de processos de estratificação, não de apagamento da cultura anterior. Essas transformações estão ligadas à presença de novas tecnologias, novas práticas de linguagem em meio a diferentes ambientes semânticos e cognitivos que permitem a construção de novas consciências, discursos e mentalidades.</p> <p><strong>Palavras-Chave: </strong>Cultura. Escrita. Letramento. Discurso.</p> Míriam Martinez GUERRA Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-03-06 2024-03-06 30 2 92 109 QUANDO A LÍNGUA JÁ NÃO É UMA BARREIRA E AS IDENTIDADES SÃO POSICIONAMENTOS ESPAÇO-TEMPORAIS: http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3592 <p>Este artigo traz um recorte de reflexões desenvolvidas em um estudo netnográfico sobre práticas translíngues online. O foco é dado ao papel do conceito de escala na investigação de interações entre sujeitos multilíngues e a sua relação com a noção bakhtiniana de cronotopo. Através desse diálogo, o artigo faz uma discussão de práticas comunicativas negociadas em um <em>post</em> do <em>Facebook</em>, como uma maneira de ilustrar as possibilidades de análise que os conceitos de escala, cronotopo e práticas translíngues oferecem para os estudos sobre posicionamentos identitários em tempos de mobilidade. Por fim, ressalta a importância do desenvolvimento de ferramentas conceituais alternativas que respondam aos desafios de se estudar os cenários sociolinguísticos contemporâneos em uma multiplicidade de configurações espaço-temporais.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p> <p>Palavras-Chave: Escala. Cronotopo. Identidade. Prática Translíngue. Facebook.</p> Diogo Oliveira do ESPÍRITO SANTO Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-03-06 2024-03-06 30 2 110 131 INSTRUMENTALIZAÇÃO DISCURSIVA DO VERBO ‘MILITAR’: http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3629 <p class="CLAResumoTexto">Este estudo se constitui de uma análise discursivamente das descrições do verbo ‘militar’, presentes em duas versões do dicionário Caldas Aulete (1980 e 2007), para que se possa verificar, por meio de mecanismos discursivos, os processos ideológicos presentes nas condições de produção desses dois objetos. Para a análise, utilizou-se ferramentas da Análise do Discurso Francesa – os conceitos de interdiscurso (ORLANDI, 2009), Formação ideológica e Formação discursiva (PÊCHEUX, 2011). O estudo discursivo de dicionários contribui para a compreensão das estruturas ideológicas presentes nas condições de produção desses objetos, impressas por meio da materialidade da língua, de modo que se possa alcançar os sentidos que ‘militar’ (enquanto ação) alcançam institucionalmente. Pela análise observou-se que, em ambos os casos, os exemplos dispostos pelo interdiscurso revelam uma Formação ideológica pró-militar e conservadora; e se inserem em uma Formação discursiva institucional, marcada pela neutralidade intencional, concisão e didatismo as explicações, classificando o dicionário como o detentor dos dizeres em sua forma oficial. Diferenças entre os objetos também se tornam relevantes, pois delimitam o contexto histórico em que cada um desses instrumentos foi construído e a alteração de concepções políticas acerca da língua impressas por suas materialidades discursivas. Nessa perspectiva, destaca-se a mudança de ambientação dos exemplos, o que implica na alteração na concepção de língua e norma: no significado de 1980, essas noções atrelam-se a ideia língua originária; no de 2007, a norma linguística vincula-se à consolidação de valores institucionais e democráticos/ republicanos.</p> Paula Ramos GHIRALDELLI Thiago Barbosa SOARES Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-03-06 2024-03-06 30 2 132 150 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC): http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3630 <p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo tem por objetivo discutir a abordagem do eixo análise linguística (AL), na Base Nacional Comum Curricular de Língua Portuguesa-BNCC/EFII, no sentido de investigar o alinhamento (ou não) aos estudos contemporâneos na área, a fim de criar inteligibilidades para os leitores potenciais, em especial o professor. Para tanto, foi realizada análise do eixo AL, nas quatro versões do documento, seguida de mapeamento das orientações teórico-metodológicas na introdução do componente e das habilidades que refletem (ou não) a abordagem de AL, na versão final. A pesquisa fundamenta-se nos pressupostos do Círculo de Bakhtin e nos estudos contemporâneos da Linguística Aplicada. Os resultados da análise apontam aproximação à prática de AL, quando esta se apresenta articulada aos eixos de leitura e produção textual, no interior dos campos de atuação, e afastamento, quando a organização do documento isola todo o eixo e organiza os conteúdos cumulativamente.</span></p> <p><strong>Palavras-chave: </strong><span style="font-weight: 400;">BNCC.</span> <span style="font-weight: 400;">Ensino de língua portuguesa. Análise linguística. </span></p> Elisangela Krum de SOUZA Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-03-06 2024-03-06 30 2 151 171 A PRÁTICA DE COLABORAÇÃO CIENTÍFICA NA ESCRITA DE ARTIGOS: http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3634 <p>Com base nos princípios teóricos dos Novos Estudos do Letramento e da abordagem dos Letramentos Acadêmicos, este artigo buscar caracterizar e analisar a prática de colaboração científica na produção de artigos científicos por um doutorando brasileiro e suas implicações para a definição de critérios de coautoria. Os dados analisados são um recorte de uma pesquisa realizada com ancoragem nos princípios metodológicos e epistemológicos da etnografia. Primeiramente, no que se refere à figura do orientador como coautor dos artigos, propõe-se reflexões sobre as relações de poder e de autoridade que enformam a prática de colaboração científica de pós-graduandos com seus respectivos orientadores. Em seguida, a análise aponta que o entendimento de como se estabelece uma colaboração científica entre pesquisadores, além de quem desses deve ser considerado um coautor, parece refletir normas e convenções socialmente construídas. Conclui-se que os critérios para a atribuição de coautoria são subjetivos, situados e ligados às concepções de pesquisa e de escrita de cada área do conhecimento. Isso permite afirmar que as práticas de escrita acadêmica são permeadas por diferentes convenções, concepções, ideologias e relações de poder e autoridade, as quais variam a depender do contexto e da cultura disciplinar em que estão inseridas.</p> Larissa Giacometti PARIS Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-03-06 2024-03-06 30 2 172 190 RAÇA E(M) LIVROS DIDÁTICOS DE LI: http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3635 <p>Este artigo discute alguns resultados de um projeto de iniciação científica que se propôs a mapear estudos que tematizam a raça em livros didáticos voltados para o ensino-aprendizagem de língua inglesa (LI) como língua estrangeira (LE). A partir dos estudos em Linguística Aplicada e decoloniais, desenvolvemos uma pesquisa bibliográfica, de natureza quanti-qualitativa, em que analisamos teses, dissertações universitárias, artigos, anais de congresso e trabalhos de conclusão de curso sobre o tema em questão, publicados no período de 2012 a 2022. Nossas análises apontam que, segundo pesquisadores/as, a raça é abordada de maneira superficial e colonizada nos livros didáticos de LI como LE, sendo os corpos negros representados como seres inferiores e subalternizados, sem representatividade em posições de sucesso e de forma homogênea no que se refere ao mercado de trabalho, como se não pudessem contribuir economicamente ou desempenhar funções e papeis variados. Nossa investigação aponta ainda a necessidade de mais estudos que abordem a raça sob a perspectiva dos estudos da decolonialidade.</p> Maria Luisa Nobre BORGES Cristiane BRITO Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-03-06 2024-03-06 30 2 191 220 A COMPREENSÃO DE METÁFORAS POR ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA DE ALTO FUNCIONAMENTO http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3645 <p class="CLAResumoTexto">Este estudo investiga a compreensão de metáforas por estudantes com Transtorno do Espectro Autista de Alto Funcionamento (TEAAF), com o objetivo de desenvolver e refletir sobre estratégias inclusivas e eficazes de ensino. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode acometer a comunicação e a interação social, mas indivíduos com TEAAF, em geral, têm habilidades linguísticas desenvolvidas. A abordagem da Linguística Cognitiva é utilizada para entender como pessoas com TEAAF processam a linguagem de maneira diferente e adaptar a comunicação às suas necessidades. Os conceitos de espaços mentais, domínios e projeções são fundamentais nessa abordagem. Os espaços mentais são domínios cognitivos que representam conceitos e são conectados por projeções, permitindo o entendimento de metáforas. A teoria da mesclagem explica como o pensamento humano funciona e é aplicada em várias áreas. O estudo destaca a importância da compreensão da metáfora para o desenvolvimento da linguagem e da comunicação em alunos com TEAAF. Sugere-se um trajeto para promover a compreensão da metáfora que é dividido em sete momentos, incluindo a consideração do contexto, ativação de espaços mentais e projeção de contrapartes. Aponta-se que alunos com TEAAF podem ter dificuldades nesse processo devido às limitações no uso de projeções interdomínios. Recomenda-se o uso de estratégias pedagógicas adaptadas, com exemplos concretos e linguagem clara, evitando metáforas descontextualizadas da realidade do estudante. Mediante o estudo, denota-se que a Linguística Cognitiva desempenha um papel importante no ensino-aprendizagem de alunos com TEAAF.</p> Vanessa Suzani da Silva BANDEIRA Isaías dos Santos ILDEBRAND Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-03-06 2024-03-06 30 2 221 253 PRODUÇÃO DE TEXTOS E GRAMÁTICA: http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3649 <p>Situado na área da Linguística Aplicada, este artigo tem por objetivo investigar o papel da gramática em práticas linguístico-discursivas que focalizam a produção de textos em aulas de Língua Portuguesa no ensino superior. Para tanto, é alinhavada uma discussão acerca da reflexão gramatical em articulação com a leitura e a produção de textos numa perspectiva dialógica e processual. Na inter-relação estabelecida entre o construto teórico e os dados produzidos numa pesquisa de sala de aula em uma turma de Bacharelado em Enfermagem, o estudo evidenciou que as práticas linguístico-discursivas, que envolvem leitura, produção de textos e gramática, podem proporcionar momentos contínuos de aprendizagem sobre a Língua Portuguesa quando planejadas e efetuadas levando em conta o caráter dinâmico e social da linguagem.</p> Silvio Nunes da SILVA JUNIOR Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-03-06 2024-03-06 30 2 254 273 TRATAMENTO DIDÁTICO DA MULTIMODALIDADE NO EIXO DE “ANÁLISE LINGUÍSTICA/SEMIÓTICA” DA BNCC http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3664 <p>A Base Nacional Comum Curricular é um documento normativo que objetiva estabelecer a equidade com relação aos conteúdos e objetos de conhecimentos acessados pelos estudantes brasileiros. Esse documento apresenta, em suas concepções, uma série de novos paradigmas que impactam diretamente a prática docente de professores a nível nacional. Entre esses paradigmas está um novo modo de conceber e inserir a multimodalidade no âmbito escolar. Tendo em vista esse contexto, à luz da Semiótica Social (KRESS, VAN LEEUWEN E LEITE-GARCIA, 2001), este artigo analisa o tratamento didático da multimodalidade no eixo de “análise linguística/semiótica” da BNCC para os anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º). Para tanto, além dos autores supracitados, nos ancoramos nos trabalhos de Rojo e Moura (2012) Rojo e Barbosa (2015) e Ribeiro (2021). A metodologia utilizada para a construção de uma análise interpretativa é de cunho qualitativa e documental. Os resultados mostram que, apesar de a BNCC contar com uma consistente fundamentação teórica a respeito da multimodalidade, alinhada aos estudos acadêmicos a respeito do tema, &nbsp;no conjunto de habilidades que compõem o eixo analisado há, ainda, pouco aprofundamento na abordagem das múltiplas semioses, predominando, até então, uma hierarquização da semiose verbal (oral ou escrita) sobre as outras semioses, como se estas estivessem sempre operando para o reforço da semiose verbal e assumissem posição secundária no processo interativo de construção de sentidos.</p> Elis Larisse Santos GONÇALVES Lucineudo Machado IRINEU Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-03-06 2024-03-06 30 2 274 299 NEUROCIÊNCIA E EDUCAÇÃO: http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3745 <p>A parceria entre Neurociência e a Educação é essencial para que educadores e educandos possam compreender os mecanismos que fundamentam a aprendizagem e a memória. Este estudo traz um panorama das pesquisas, realizadas nas bases de dados SCOPUS, entre os anos de 2017 e 2022, a partir dos descritores “neurociência” e “educação” no título e do indicador booleano <em>and</em> entre eles. Das 1657 produções disponíveis, 356 foram extraídos pelo filtro área de estudo (Neurociência). Destes, 25 trabalhos foram escolhidos pela aderência ao objetivo do estudo, ou seja, neurociência aplicada à educação e também pelo número de citações, optando-se por artigos com 5 ou mais citações. Os textos foram submetidos ao software Iramutec e foram discutidos: nuvem de palavras, classificação hierárquica descende e análise de similitude. As publicações na área de neurociências aplicada à educação têm aumentado significativamente devido o interesse de profissionais da área no aprofundamento e utilização deste estudo. Verificou-se que é possível utilizar estratégias como a aprendizagem ativa, a interdisciplinaridade, a transdisciplinaridade, a função executiva, a meditação e os processos colaborativos para minimizar as dificuldades na sala de aula.</p> Kátia Celina da Silva RICHETTO Willian José FERREIRA Marco Rogério da Silva RICHETTO Messias Borges SILVA Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-03-06 2024-03-06 30 2 300 323 SEXISMO E ETNICIDADE EM MÚSICAS: http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3773 <p>Com este artigo, objetivamos apresentar uma proposta de leitura crítica que proporcione aos estudantes desenvolverem posicionamentos discursivos que colaborem para desconstruir comportamentos racistas, misóginos e sexistas. A proposta envolve oficinas pedagógicas seguidas de leituras e discussões de músicas à luz do que normatiza a Lei 10.639/03, modificada pela Lei 11.645/08, que torna obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. Para tanto, o aporte teórico sobre o tema apoia-se em Benevides (2022), Carneiro (2011), Davis (2016), Guajajara (2021), Gomes (2017), Ribeiro (2020) e Sacchi (2014). Para a proposta didática, adotamos uma concepção de linguagem como uma prática social constitutiva das interações humanas, integrada ao contexto da agenda política e cultural da Linguística Aplicada, o que nos levou a escolher desenvolver uma metodologia qualitativa interpretativista (MOITA LOPES, 2019). Utilizamos a Análise de Discurso de orientação francesa (AD), incorporando as noções de discurso, compreendido como efeitos de sentido produzidos por sujeitos históricos por meio da materialidade da linguagem, e também de formação discursiva, que se refere ao que pode e deve ser dito em determinada formação ideológica. Projetamos como resultado alçar uma formação discursiva que contribua para o desenvolvimento de atitudes antirracistas, antimisóginas e antissexistas na/para a sociedade.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>&nbsp;Palavras-Chaves:</strong> Sexismo 1; Etnicidade 2; Leitura 3; Música 4.</p> Queite Diniz dos Santos da SILVA Marluce PEREIRA DA SILVA Laurênia Souto SALES Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-03-06 2024-03-06 30 2 324 345 DESMISTIFICAÇÃO DO DISCURSO: http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3494 <p>Durante as aulas de língua portuguesa, muitas vezes, os estudantes repetem frases como: “eu não sei português” ou “eu não sou bom em português”. Mas é realmente isso o que eles querem dizer? E o que os professores pensam a respeito? No desenvolvimento deste texto, procuramos analisar o que esse discurso carrega de informações implícitas, a partir de definições de Maingueneau (2015) sobre discurso e <em>ethos</em> discursivo, entre outros termos, esboçando ainda como uma aula de língua portuguesa pode ser um espaço discursivo mais favorável para o aprendizado. Além do referencial do discurso em análise, trazemos a Teoria Gerativa para corroborar por que “não saber português” representa um mito dito por muitos brasileiros que sempre falaram e falam usando essa língua. Como um aprofundamento no assunto, abordamos a questão do uso das tecnologias e da multimodalidade no processo de ensino-aprendizagem, alertando para a importância de se refletir a prática e valorizar objetos presentes no cotidiano dos estudantes, a fim de se evitar a criação de novos mitos quando as habilidades do currículo não são bem desenvolvidas. Na busca por soluções, apresentamos a necessidade de uma atualização no currículo de língua portuguesa com a inserção mais clara da Faculdade da Linguagem nos documentos orientadores, e, também, que este assunto esteja em pauta nos cursos de formação continuada docente, para que pensamentos assim sobre a língua tendam a diminuir com o tempo e práticas pedagógicas que privilegiem o protagonismo juvenil ganhem espaço.</p> Francisco FERREIRA NETO Rafael Dias MINUSSI Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-03-06 2024-03-06 30 2 346 366 SUMÁRIO http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3791 <p>Volume 30, num2, 1sem2024</p> Eliana Vianna Brito Kozma Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-03-06 2024-03-06 30 2 I V EXPEDIENTE http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3793 <p>Volume 30, num2, 1sem2024</p> Eliana Vianna Brito Kozma Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-03-06 2024-03-06 30 2 VIII IX EDITORIAL http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/caminhoslinguistica/article/view/3792 <p>Volume 30, num2, 1sem2024</p> Eliana Vianna Brito Kozma Copyright (c) 2024 Caminhos em Linguística Aplicada 2024-03-06 2024-03-06 30 2 VI VII