NEUROECOLOGIA: da gestão analógica à digital sem papel, menos descartes e um ecossistema fabril mais saudável
DOI:
https://doi.org/10.69609/1516-2893.2026.v32.n2.a4076Palavras-chave:
Neuroecologia, Fábrica sem papel, Descarte de resíduos sólidosResumo
O uso e o descarte de papel em empresas de diferentes setores localizadas na área industrial da cidade de São José dos Campos/SP indiretamente comprometem todo o ecossistema, pois a realidade organizacional frente à transição digital e às demandas ambientais contemporâneas ainda não acompanham a rapidez da evolução tecnológica. A neuroecologia que se ocupa do estudo de como os indivíduos interagem com seus ambientes naturais e construídos, tem se expandido para contextos empresariais e industriais. Este artigo busca analisar a transição de modelos de gestão analógicos para digitais sem papel, destacando como essa transformação pode contribuir para a criação de um ecossistema fabril mais saudável, tanto do ponto de vista físico quanto cognitivo para os trabalhadores. A pesquisa foi conduzida por meio pesquisas bibliográficas e publicações relativas ao tema, abordando o nível de consumo de papel, práticas de descarte e percepção dos benefícios da digitalização. Os resultados indicaram que a maioria das empresas ainda apresenta consumo significativo de papel, principalmente em atividades administrativas, registros internos e processos de auditoria. Embora iniciativas de redução tenham sido identificadas, o descarte adequado e a reciclagem ainda não são amplamente adotados, evidenciando desafios na gestão de resíduos. Conclui-se que, embora a digitalização avance e seja reconhecida como caminho para a redução do uso de papel, a transição depende de ações estruturadas de gestão, capacitação de colaboradores e políticas ambientais internas, o que um campo vasto para a aplicação dos principios da neuroecologia.
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