SESSÕES FORMATIVAS: POSSIBILIDADES AGENTIVAS DE RESSIGNIFICAÇÃO DA AÇÃO DOCENTE

Francisco ESTEFOGO

Resumo


Este artigo tem como objetivo discutir a importância das sessões formativas como possibilidades agentivas de ressignificação da docência da língua inglesa, no que diz respeito às concepções de linguagem e de ensino-aprendizagem. Este estudo tem como base teórica as visões de ensino-aprendizagem pela perspectiva vigotskiniana (1989, 1994) e de linguagem, segundo os pressupostos de Bakhtin (1992, 1997, 2008). Ademais, o conceito de agência colaborativa (MIETTINEN, 2010, 2013), bem como os preceitos teóricos referentes à agência relacional (EDWARDS, 2007, 2011) e à transformadora (ENGESTRÖM, SANNINO, & VIRKKUNEN, 2014) também serão abordados, uma vez que as sessões formativas foram zonas agentivas de transformações. Este trabalho está estruturado pela Pesquisa Crítica de Colaboração (PcCol) (FIDALGO, MAGALHÃES, 2010; MAGAHÃES, OLIVEIRA, 2011) que entende por intervenção e colaboração a participação de todos os envolvidos na pesquisa como agentes ativos na discussão e na proposta de ação, tendo chances de refletir, transformar-se e propiciar espaços para a transformação. Os dados, coletados em áudio das aulas conduzidas pelos professores participantes antes e depois das sessões formativas, revelam que esses momentos foram espaços de desenvolvimento das agências relacional, colaborativa e transformativa, uma vez houve ressignificação das concepções de ensino-aprendizagem e de linguagem no que diz respeito ao ensino de língua inglesa.


Palavras-chave


Concepções de linguagem e ensino-aprendizagem; Sessão formativa; Agência

Texto completo:

PDF