A ÁGUA E SUAS SIGNIFICAÇÕES EM UM RIO CHAMADO TEMPO, UMA CASA CHAMADA TERRA
DOI:
https://doi.org/10.69609/2176-8625.2026.v32.n2.a4164Resumo
Este artigo explora as significações da água no romance Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra (2003), do autor moçambicano Mia Couto. Elemento essencial para a vida terrestre, a água garante a existência e a sobrevivência de todos os seres vivos, e pode ser considerada não apenas um elemento material essencial, mas também simbólico, cujas representações provocam divergências e aproximações entre povos e comunidades de diferentes culturas. O objetivo deste estudo é apresentar as múltiplas significações da água em diferentes contextos histórico-culturais, focando as representações construídas acerca do rio na poética de Mia Couto. Buscaremos sustentação teórica nuclear em Bachelard (1989), a fim de apreender as significações deste elemento sob o viés filosófico-poético. O referido teórico extrapola os limites da simbologia, ao explorar a imaginação criadora e falante, com foco no psiquismo hidrante, ou seja, no pensamento das águas. Por meio do método comparativo, almejamos compreender a relação da água no romance com as significações que residem em distintos cenários histórico-culturais, e contribuir para o entendimento acerca da simbologia da água na narrativa coutiana.




