SISTEMA DE REFRIGERAÇÃO COMERCIAL ALIMENTAR SUPERMERCADISTA: UMA INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DE SEGURANÇA OPERACIONAL E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
DOI:
https://doi.org/10.69609/1516-2893.2026.v32.n3.a4388Palavras-chave:
Refrigeração Comercial, Supermercados, Eficiência Energética, Sustentabilidade, Segurança OperacionalResumo
Este estudo analisa as inter-relações entre conformidade normativa, segurança operacional, eficiência energética e sustentabilidade ambiental aplicadas aos sistemas de refrigeração comercial no segmento do varejo alimentar supermercadista. O parque frio dessas instalações desponta como um elemento mecânico estratégico e indispensável para a integridade da segurança alimentar, respondendo por uma parcela crítica que oscila entre 40% e 60% de toda a demanda de energia elétrica requerida pelas lojas. Metodologicamente, a investigação delineou-se como uma pesquisa aplicada de abordagem qualitativa e finalidade exploratório-descritiva, estruturada sob a forma de uma revisão bibliográfica, documental e normativa de trabalhos publicados no intervalo entre 2015 e 2025. Os resultados demonstram que o cumprimento rigoroso do arcabouço regulatório englobando diretrizes como a ABNT NBR 16069, ISO 5149, ASHRAE Standards e as Normas Regulamentadoras do MTE atuam de maneira multidimensional para mitigar os riscos mecânicos, elétricos e químicos, expandindo a vida útil do maquinário e prevenindo perdas financeiras na cadeia do frio. Adicionalmente, verifica-se que a transição tecnológica imposta pela Emenda de Kigali impulsiona o emprego de fluidos refrigerantes naturais, com destaque para o dióxido de carbono em regime transcrítico. A integração desses fluidos a algoritmos inteligentes de modulação térmica reduz em mais de 60% as taxas do indicador de Impacto de Aquecimento Equivalente Total (TEWI) e gera economias elétricas imediatas superiores a 20%. Conclui-se que a articulação entre as boas práticas de engenharia e os critérios da agenda ESG confere às organizações uma relevante mitigação de passivos ambientais e otimização de custos, consolidando o ecodesenho como fator de competitividade no setor.
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