GESTÃO DIGITAL COM TECNOLOGIA ASSISTIVA PARA AMBIENTES COMPARTILHADOS ENTRE HUMANOS E MÁQUINAS: EXOESQUELETOS
DOI:
https://doi.org/10.69609/1516-2893.2026.v32.n3.a4310Palavras-chave:
Antropometria, Ergonomia, Exoesqueletos, Gestão digital, Neuroergonomia.Resumo
Historicamente, os postos de trabalho industriais foram projetados com base na antropometria e capacidade biomecânica masculina. Contudo, a transição demográfica contemporânea evidencia que o gênero feminino compõe a maioria da população e possui uma presença crescente no chão de fábrica. Este artigo analisa o descompasso ergonômico gerado por esse viés de projeto, que resulta em sobrecarga física e cognitiva para as trabalhadoras. Para mitigar efeitos maléficos explora-se a implementação de exoesqueletos como tecnologia assistiva e monitorados por uma gestão digital. Por meio de uma revisão da literatura, discute-se como os exoesqueletos ocupacionais atuam como tecnologias assistivas funcionais para mitigar essas disparidades, pois, a adoção desses dispositivos não apenas redistribui as cargas articulares, adequando o ambiente à diversidade anatômica, mas também se alinha aos princípios da neuroergonomia e da manufatura enxuta, promovendo a inclusão, a segurança e a eficiência operacional respeitando a biomecânica humana e as variações de processo. Conclui-se que a gestão digital dos exoesqueletos não apenas previne lesões, mas promove um fluxo de trabalho sustentável e adaptável colocando o humano no centro de sistemas compartilhados entre máquinas inteligentes e complexas.
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