ENTRE ALGORITMOS E PRESENÇA:
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA NO ENSINO DE LÍNGUAS
DOI:
https://doi.org/10.69609/2176-8625.2026.v32.n2.a4175Abstract
A crescente presença da inteligência artificial generativa no contexto educacional tem reconfigurado práticas de linguagem, modos de interação e processos de ensino-apren-dizagem. No ensino de línguas, essas transformações intensificam debates sobre auto-ria, mediação docente e ética, uma vez que sistemas algorítmicos passam a produzir textos com elevado grau de fluência linguística. Diante desse cenário, este artigo tem como objetivo analisar, de forma teórico-reflexiva, como a inteligência artificial genera-tiva incide sobre as práticas de linguagem no ensino de línguas e quais desafios e pos-sibilidades ela coloca para a atuação docente. A pesquisa fundamenta-se em revisão bibliográfica e análise interpretativa de cinco estudos recentes sobre inteligência artificial e educação, situando a discussão no campo da Linguística Aplicada. A reflexão ancora-se em bases dialógicas (Bakhtin, 1981) e em críticas internacionais sobre automação e capitalismo de vigilância (Selwyn, 2019; Zuboff, 2020). Os resultados da reflexão indi-cam que, embora a IA amplie possibilidades de interação com a linguagem, a presença humana permanece central para a mediação ética, a produção de sentidos e a formação crítica dos estudantes. Conclui-se que a docência de línguas, em contextos atravessa-dos pela cultura algorítmica, exige não apenas o domínio técnico das tecnologias, mas sobretudo uma atuação responsiva e crítica frente aos discursos produzidos por siste-mas automatizados.




