A SEMIÓTICA DA LIBERTAÇÃO:

AS CORES COMO DISCURSO VISUAL EM POBRES CRIATURAS

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.69609/2176-8625.2026.v32.n2.a4165

Resumen

Esta pesquisa utiliza a intersecção entre a Semiótica Peirceana e a Análise Francesa do Discurso para analisar como a transição cromática entre preto e branco e cores vibrantes em Pobres Criaturas (2023) de Yorgos Lanthimos constitui um discurso visual articulador da narrativa de emancipação feminina da protagonista Bella Baxter. Justifica-se pela relevância da obra no debate contemporâneo sobre representação feminina e pela complexidade de sua arquitetura visual. A questão que orienta o estudo é: de que modo essa transição cromática opera como discurso visual da libertação? O objetivo geral é analisar tal transição como sistema semiótico da emancipação de Bella. Especificamente, busca-se examinar o preto e branco como signo do controle patriarcal; investigar as cores saturadas como índice da libertação sensorial; e relacionar a modulação cromática posterior à consciência crítica da personagem. O referencial teórico articula a Semiótica (Peirce, 2005), a Análise do Discurso (Pêcheux, 1997; 2002) e a teoria das cores no design cinematográfico (Bordwell; Thompson, 2013; Itten, 1961). A metodologia, qualitativa, emprega análise fílmica da mise-en-scène com codificação das transições cromáticas. Os resultados demonstram que o preto e branco icônico materializa o discurso da ciência patriarcal; as cores saturadas indexam o discurso do desejo individual; e a paleta sóbria simboliza o discurso da crítica social. A discussão revela a cor como operador semiótico-discursivo que expõe estruturas de poder. Conclui-se que a cromatografia do filme constitui discurso visual autônomo que narra paralelamente a subjetivação feminina, expondo estruturas de poder.

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Biografía del autor/a

Klelma Costa PEREIRA, Universidade Federal Rural da Amazônia

Graduanda do Curso de Licenciatura em Letras Português do Instituto Ciberespacial da Universidade Federal Rural da Amazônia – UFRA. Belém – PA. E-mail: klelmacosta.kc@gmail.com.

Luis Henrique Guimbal de Aquino Vieira GOMES, Universidade Federal do Pará

Esta pesquisa utiliza a intersecção entre a Semiótica Peirceana e a Análise Francesa do Discurso para analisar como a transição cromática entre preto e branco e cores vibrantes em Pobres Criaturas (2023) de Yorgos Lanthimos constitui um discurso visual articulador da narrativa de emancipação feminina da protagonista Bella Baxter. Justifica-se pela relevância da obra no debate contemporâneo sobre representação feminina e pela complexidade de sua arquitetura visual. A questão que orienta o estudo é: de que modo essa transição cromática opera como discurso visual da libertação? O objetivo geral é analisar tal transição como sistema semiótico da emancipação de Bella. Especificamente, busca-se examinar o preto e branco como signo do controle patriarcal; investigar as cores saturadas como índice da libertação sensorial; e relacionar a modulação cromática posterior à consciência crítica da personagem. O referencial teórico articula a Semiótica (Peirce, 2005), a Análise do Discurso (Pêcheux, 1997; 2002) e a teoria das cores no design cinematográfico (Bordwell; Thompson, 2013; Itten, 1961). A metodologia, qualitativa, emprega análise fílmica da mise-en-scène com codificação das transições cromáticas. Os resultados demonstram que o preto e branco icônico materializa o discurso da ciência patriarcal; as cores saturadas indexam o discurso do desejo individual; e a paleta sóbria simboliza o discurso da crítica social. A discussão revela a cor como operador semiótico-discursivo que expõe estruturas de poder. Conclui-se que a cromatografia do filme constitui discurso visual autônomo que narra paralelamente a subjetivação feminina, expondo estruturas de poder.

Ana Cleide Vieira Gomes Guimbal de AQUINO

Doutora em Linguística e Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara/SP. Docente dos Cursos de Licenciatura em Letras Português, Licenciatura em Letras Libras e Licenciatura em Pedagogia do Instituto Ciberespacial da Universidade Federal Rural da Amazônia – UFRA. Belém – PA.

Publicado

2026-03-21

Cómo citar

PEREIRA, K. C., GOMES, L. H. G. de A. V., & AQUINO, A. C. V. G. G. de. (2026). A SEMIÓTICA DA LIBERTAÇÃO: : AS CORES COMO DISCURSO VISUAL EM POBRES CRIATURAS. Caminos En Lingüística Aplicada, 32(2), 27–44. https://doi.org/10.69609/2176-8625.2026.v32.n2.a4165