INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, ÉTICA E AUTORIA NO CONTEXTO EDUCACIONAL:
ALGUMAS REFLEXÕES
DOI:
https://doi.org/10.69609/2176-8625.2026.v32.n2.a4182Resumen
A disseminação da Inteligência Artificial (IA) levanta questões de ética e de autoria, algumas antigas e outras novas. A perspectiva aqui assumida é a de que somente sujeitos humanos são capazes, ao menos até o momento, de decidir produzir conteúdo, inclusive recorrendo à Inteligência Artificial. Nesses termos, defende a ideia de que a IA não produz nenhum conteúdo por si só nem decide produzir algum conteúdo por iniciativa própria. Trata-se de um instrumento de alta tecnologia, fundado no acúmulo e processamento de grandes volumes de dados, que, ao atender a solicitações dos usuários, age recuperando, examinando e repetindo os padrões dominantes que encontra nos conteúdos sejam eles éticos ou não, porque não há nela a possibilidade de ponderar sobre se algo é ou não ético. Assim, não pode ela ter ética nem autoria. Partindo da presença inevitável da IA nos ambientes educacionais, este artigo pretende, com base dos parâmetros da concepção dialógica (Bakhtin), mostrar que são as instituições que as criam e usam, seus desenvolvedores e os usuários da IA em geral os responsáveis tanto pela autoria como pela ética das produções da IA. A par disso, alerta para a necessidade de proteger os sujeitos humanos do uso indevido de dados seus bem como a substituição do trabalho intelectual, não apenas nos ambientes educacionais, pela proposição de trabalhos feitos por IA sem supervisão humana.




