O PAPEL DA AFETIVIDADE NO ENSINO-APRENDIZAGEM DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.69609/2176-8625.2026.v32.n1.a3990Resumo
As aulas de literatura parecem, em geral, estar organizadas em uma perspectiva tradicional e transmissiva, centrada em biografias e na identificação de características de autores e escolas literárias. Desse modo, o potencial crítico-transformador da disciplina é negligenciado, distanciando-se, assim, do interesse discente. Nesse sentido, o objetivo deste artigo é apresentar uma reflexão sobre o papel central da afetividade no ensino-aprendizagem de literatura. Mais especificamente, este texto se propõe a discutir o potencial do texto literário para suscitar – em sala de aula – encontros alegres (Spinoza, [1677] 1997), capazes de aumentar as possibilidades de sentir, pensar e agir dos estudantes, levando-os à aprendizagem e ao desenvolvimento (Vygotsky, [1934] 2009). Pretende-se, a partir das reflexões aqui expostas, contribuir para (re)pensar as possibilidades de escolarização da literatura, promovendo o engajamento discente em sala de aula.




