Epidemiologia do Lúpus Eritematoso Sistêmico no Brasil: análise das disparidades regionais na mortalidade (2013-2023).
DOI:
https://doi.org/10.69609/1415-7411.2026.v32.n2.a4138Resumo
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença crônica inflamatória de fisiopatologia complexa e parcialmente elucidada. Representa um importante desafio para o paciente que convive com a doença e para aqueles que buscam compreendê-la. Objetivou-se analisar as disparidades regionais de mortalidade baseada na epidemiologia do LES no Brasil entre os anos de 2013 e 2023. Foram utilizados dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), os quais foram compilados em Microsoft Excel® e analisados com auxílio dos programas SPSS v.26®, Joinpoint regression Program 5.0.22® e Minitab 21.2®. Os resultados revelaram um total de, aproximadamente, 20 mil casos com predominância marcante de mulheres jovens e de pessoas pardas. O número total de óbitos aumentou, porém, a taxa de letalidade não mudou em números proporcionalmente esperados. Houve predomínio de casos identificados no Sudeste, Sul e parcela do Nordeste se em comparação com o Norte e Centro-Oeste. Foi identificada maior número de casos em pacientes de acordo com raça, renda e residência, em que indivíduos pardos ou pretos e grupos sociais de menor renda possuíram piores desfechos. Os resultados reforçam a necessidade de políticas públicas que aproximem o cuidado de todas as regiões, que ampliem a vigilância epidemiológica e que favoreçam diagnósticos precoces. Sem essas medidas, o LES continuará refletindo não apenas um desafio clínico, mas também um retrato histórico das desigualdades brasileiras.
