Arborização urbana e ilhas de calor no município de São José dos Campos, Estado de São Paulo

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.69609/1415-7411.2026.v32.n1.a4043

Resumen

A urbanização é uma característica marcante da civilização contemporânea, acelerada globalmente desde a Revolução Industrial. No Brasil, o processo de urbanização foi mais intenso entre as décadas de 1940 e 1980. O dinamismo econômico das cidades, aliado à maior oferta de infraestrutura e serviços públicos, exerce forte atração populacional. Como resultado, as cidades apresentam altas taxas de crescimento, transformando superfícies permeáveis, com maior cobertura vegetal, em superfícies impermeáveis, com pouca ou nenhuma vegetação e elevada capacidade de armazenamento de calor. Essas mudanças alteram os balanços de energia e massa, além de impactar a circulação térmica local, resultando no fenômeno denominado de  Ilha de Calor Urbano (ICU). A cidade de São José dos Campos, atualmente entre as 10 cidades mais populosas do estado de São Paulo, passou por intensa urbanização após os anos 1950, devido ao estabelecimento de um polo industrial e tecnológico, tornando-se uma área propícia para o estudo das ilhas de calor. Este trabalho avaliou simultaneamente temperaturas em quatro bairros desta cidade, observando diferenças de até 3 °C. No entanto, a análise de variância não revelou diferenças estatisticamente significativas entre as medidas. Adicionalmente, foram utilizadas imagens de temperatura de superfície obtidas pelo satélite LANDSAT-8 para corroborar os dados in situ de medições de temperatura do ar. As imagens das bandas red e near-infrared do LANDSAT-8 foram analisadas para avaliar a quantidade de vegetação nos bairros estudados. Os resultados indicam que o bairro com menor temperatura medida apresentou o maior índice de cobertura vegetal, evidenciando que a arborização é uma estratégia eficaz para mitigar o fenômeno das ilhas de calor. 

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Biografía del autor/a

Silvana Baltazar, UNITAU

Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade do Vale do Paraíba - UNIVAP (2016).

Paulo Fortes Neto, Universidade de Taubaté

Formado em Agronomia pela Universidade de Taubaté (1988), mestre em Microbiologia Agrícola e Ambiental pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1992), doutor em Agronomia pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (2000). Professor Titular da Universidade de Taubaté desde de 1993, onde leciona as disciplinas de graduação em Microbiologia Agrícola, Energia na Agricultura, Gestão Meio Ambiente e Saneamento, Gestão de Efluentes Líquidos e Coleta e Tratamento de Resíduos Sólidos, nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Ambiental e Sanitária. Docente da disciplina Saneamento Ambiental do Curso de Especialização em Medicina do Trabalho. Docente e coordenador adjunto dos Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (Mestrado Acadêmico em Ciências Ambientais, MACA) e Programa de Pós-Graduação em Ecodesenvolvimento e Gestão Ambiental (Mestrado Profissional em Ecodesenvolvimento e Gestão Ambiental, MPEDGA) e Docente do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde. Coordenador do projeto institucional Ecodesenvolvimento, sustentabilidade e gestão ambiental e Coordenador do projeto de pesquisa sobre o Uso de filme biodegradável na cobertura de solo para o cultivo de hortaliças, realizado em parceira com a Universidade de Lisboa e a empresa portuguesa SILVEX S/A. Experiência em consultoria ambiental para a iniciativa privada na área de gestão de resíduos sólidos e líquidos, valorização agrícola de resíduos orgânicos, análise de passivo ambiental, projetos de recuperação de solo e avaliação para quantificar a emissão de carbono. Entre 2017 a 2020 ocupou o cargo de Secretário de Meio Ambiente do Município de Taubaté.

Gilberto Fernando Fisch, Universidade de Taubaté

possui graduação em Bacharelado em Meteorologia pela Universidade de São Paulo (1981), Mestrado em Meteorologia pela Universidade de São Paulo (1986) e Doutorado em Meteorologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (1995), tendo realizado programa de estágio de doutoramento no exterior da CAPES (sandwich) no Institute of Hydrology em 1994. Atualmente é pesquisador titular (aposentado) do Instituto de Aeronaútica e Espaço (IAE) ligado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) do Comando da Aeronaútica e professor titular da Universidade de Taubaté (UNITAU). Participa, desde 1997, como professor no Programa de Mestrado e Doutorado em Meteorologia do INPE, responsável pelas disciplinas de Camada Limite Planetária e Micrometeorologia, tendo já orientado 11 alunos de Mestrado e 5 alunos de Doutorado. Participa também do Programa de Mestrado em Ciências Ambientais da UNITAU desde 1999, na disciplina de Processos Atmosféricos e Variabilidade Climática e Monitoramento, Construção de cenários e indicadores sócio-ambientais e já orientou 15 alunos. Desde 2013 participa também da Pós Graduação em Ciência e Tecnologia Espacial no ITA como professor responsável pela disciplina Meteorologia Aeroespacial e já orientou 2 alunos de mestrado e 1 de doutorado. Tem mais de 180 artigos publicados em revistas especializadas (com corpo editorial) nacional e internacional. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Meteorologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Amazonia, camada limite planetaria, clima, floresta e pastagem, radiossondagem, micrometeorologia, ciclo da água. modelagem atmosférica, perfil de vento, meteorologia aeroespacial. É lider de grupo de pesquisa em Meteorologia Aeroespacial do IAE/CTA desde 1993 e da Cátedra de Meteorologia Aeronaútica da UNIFA desde 2017. Atua como revisor científico na Revista Brasileira de Meteorologia desde 1995, tendo sido editor chefe (2000-2002) e editor-assistente (2003-2010). É assessor científico da FAPESP, do CNPq, da FAPEAL, da CAPES e foi membro do Comite Assessor do CNPq (Area de Engenharia e Ciências Ambientais onde a Meteorologia está inserida) no período de 2011-2014. A partir de 2020, retornou ao Comite de Ciências Ambientais no CNPq por um novo período de 3 anos (2020-2022) Realiza avaliação científica para as seguintes revistas científicas: nacionais: RBMET, RBAGRO, ACTA AMAZÔNICA, SCIENTIA AGRÍCOLA, PAB, BRAGANTIA, e internacionais: Atmospheric Environment, Agricultural Water Management, Geophysical Research Letters, Annales Geophysicae, Agricultural and Forest Meteorology, Theoretical and Applied Meteorology, Boundary Layer Meteorology. Participou de vários experimentos científicos (nacionais e internacionais) na Amazônia, tais como os Projetos ARME (1983-1986), ABLE ( 1985 e 1987), ABRACOS (1989-1995), LBA (1996 até o presente) e recentemento dos experimento GoAmazon 2014/2015),ACRIDICON (2014) e ATTO (desde 2019). Foi pesquisador principal do projeto CHUVA (FAPESP). Foi membro do Grupo de Trabalho InterMinisterial sobre o Satélite Geoestacionário Brasileiro junto a AEB/MCT (2008-2012). É palestrante regular na Escola Superior de Guerra (ESG) sobre a temática de Mudanças Climáticas desde 2008. ). É coordenador de projetos de pesquisa (Escoamento atmosférico no CLA) financiados com recursos da AEB e do CNPq e do Projeto PROESTRATEGIA da CAPES. Foi Chefe da Divisão de Ciências Atmosféricas do IAE/DCTA no período de Fev/2013 a Fev/2017 e da Coordenadoria da Gestão do Conhecimento (junho/2018 a julho/2020). No período de Dez 2018 a Março de 2019, realizou período sabático de aperfeiçoamento na Pennsylvania State University, como professor visitante sênior (bolsa CAPES). No período entre Dezembro de 2021 e Fevereiro de 2022, realizou estágio senior no exterior, junto a Leibniz University Hannover (Alemanha) com bolsa do CNPq. Participa do Comitê de Busca do Diretor do INPA. Membro da CAPES (Avaliacao Quadrienal 2017 e 2022.

Marcos Roberto Furlan, Unitau

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1981), mestrado em Agronomia (Horticultura) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1987) e doutorado em Agronomia (Horticultura) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2000). Atualmente é professor assistente III da Universidade de Taubaté, e membro do mestrado em Ciências Ambientais da UNITAU e do mestrado e doutorado em Ciências da Saúde. Foi prof. do curso de Agronomia da Faculdade Integral Cantareira. Consultor ad hoc de Revistas Científicas, Professor e coordenador em cursos de especialização nas áreas de fitoterapia e plantas medicinais. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Plantas Medicinais, atuando principalmente nos seguintes temas: aspectos agronômicos das plantas medicinais, condimentares e aromáticas, etnobotânica e fitoquímica.

Publicado

2026-04-30

Cómo citar

Baltazar, S., Neto, P. F., Fisch, G. F., & Furlan, M. R. (2026). Arborização urbana e ilhas de calor no município de São José dos Campos, Estado de São Paulo. Revista Biociencias, 32(1). https://doi.org/10.69609/1415-7411.2026.v32.n1.a4043

Número

Sección

Ciências da Natureza