ANÁLISE TÊMPORO-ESPACIAL DA MORTALIDADE POR EMBOLIA PULMONAR NO BRASIL ENTRE 2001 E 2021
Um estudo epidemiológico brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.69609/1415-7411.2026.v32.n2.a4124Resumo
Introdução:. O Brasil apresenta padrões heterogêneos de mortalidade por embolia pulmonar (EP), registrando 115.923 óbitos entre 2001 e 2021. Objetivo: Analisar a distribuição espacial e o perfil epidemiológico da mortalidade por EP no Brasil no referido período. Métodos: Estudo epidemiológico com foco na análise têmporo-espacial utilizando dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM/DATASUS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram calculadas taxas de mortalidade brutas e padronizadas por municípios brasileiros. O perfil epidemiológico considerou sexo, idade, raça, estado civil e escolaridade. As análises temporal e espacial foram realizadas pelos softwares Joinpoint e GeoDa. Resultados: O perfil de maior mortalidade foi composto por mulheres (57,49%), com idade acima de 80 anos (32,42%), etnia branca (62,08%) e casados (34,24%). A análise espacial identificou aglomerados de alta mortalidade nas regiões Sul e Sudeste. Os municípios com maiores taxas foram Dom Pedrito-RS (22,64/100 mil), Balneário Rincão-SC (21,17/100 mil) e Sant´Ana do Livramento-RS (19,51/100 mil). A mortalidade média foi de 2,79/100 mil habitantes, com aumento médio anual de 2,25% (p<0,05).Conclusão: A mortalidade por EP no Brasil é crescente. A identificação de áreas críticas e do perfil populacional vulnerável evidencia a necessidade de estratégias regionais específicas e do fortalecimento da Atenção Primária para o manejo adequado da condição.
